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Afinal, de onde vem a empanada?

Assim como o mate e a parrillada, as empanadas fazem parte da alimentação diária e tradicional dos Argentinos. Cada província possui um estilo e maneiras diferentes de preparo da massa e dos recheios, assim como a forma do fecho, o que eles chamam de repulgue.

Em alguns casos, as empanadas acabaram levando o nome da região ou província de onde se originam, como é o caso da salteña, que vem da região de Salta, onde nasceu Juana Gorriti que, fugindo da ditadura argentina por volta de 1830, foi para a Bolívia onde passou a sustentar sua família com as populares salteñas.

Ao pé da letra, a palavra empanada (in-panis, in-panata) significa “encerrar um alimento em massa ou pão para depois ser assado”. Primeiro se recheavam pães com carnes ou vegetais para que pastores e viajantes tivessem um alimento que fosse prático e nutritivo. Com o tempo, começaram a surgir massas específicas para serem assadas envolvendo recheios diversos. 

Ao que se sabe, elas surgiram na Grécia há muitos séculos. Mas há similares em todas as culturas, dos won-tons chineses à esfiha do oriente médio, dos calzones italianos aos populares pasteis portugueses ou os cornish britânicos.

O fato é que as empanadas viajaram um bocado e foram parar na Espanha junto com os alfajores e outros alimentos do Meio Oriente, provavelmente durante os 700 anos de dominação árabe na Península Ibérica. Ali ficaram populares e se converteram em símbolo nacional, sendo a empanada galega a mais famosa. Daí, ainda viajaram por todo o Atlântico nos barcos dos conquistadores espanhóis para aportar en tierras de La Plata.

Cada país tem adaptado a empanada aos seus gostos e tem adicionado seus ingredientes regionais. Tendo uma origem comum, todas as empanadas da América têm um sabor especial, uma mais saborosa que a outra, por isso vale a pena provar todas elas, já que cada uma possui um sabor delicioso e especial no seu interior.

As empanadas da Casa de Liz trazem toda essa história, mas também se renderam a alguns sabores que agradam aos brasileiros e aos novos tempos! Das tradicionais de carne ou cebola às mais inventivas como integrais e lights.

Texto escrito por Gerson Steves, um de nossos clientes mais antigos e chef d’O Menor Restaurante de Sampa.

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